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Cooperação

Terrantar visita o laboratório LAM+, da UFF, e avalia novas técnicas para o estudo de solos antárticos

Visita ao laboratório coordenado pela professora Ana Luiza S. Albuquerque avaliou o uso de imageamento e de caracterização geoquímica, mineralógica e microscópica em amostras de solos da Antártica.

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Notícia nº 2921 out. 2026

O pós-doutorando Jônatas Pedro da Silva, do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e do Núcleo Terrantar, participou de uma visita técnico-científica ao Laboratório de Análise Multiespectral e Inteligência Artificial para Sedimentos (LAM+), coordenado pela professora Ana Luiza S. Albuquerque, no Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense (UFF), campus da Praia Vermelha, em Niterói (RJ). O objetivo foi conhecer a infraestrutura analítica do laboratório, avaliar o uso dessas técnicas na pesquisa em solos e discutir colaborações, com ênfase em amostras da Antártica.

Jônatas foi indicado pelo professor Thiago Torres Costa Pereira, supervisor da atividade, como representante do projeto "Dinâmica da pedosfera: permafrost, geotecnologias e mudanças climáticas". A visita foi acompanhada pelo pesquisador visitante Libério Silva e pelo doutorando Mateus Andrade Rodrigues. O técnico de laboratório Leandro Candeia e o bolsista técnico Bernardo Nunes apresentaram os equipamentos.

Corredor do LAM+ com portas para as salas do laboratório. Prateleiras com testemunhos sedimentares armazenados no LAM+. Porta de acesso a uma sala de equipamentos do LAM+. Porta vermelha de uma das salas do LAM+.
Infraestrutura do LAM+ (UFF): armazenamento e conservação de testemunhos sedimentares e salas dos equipamentos de análise e caracterização de amostras.

Os equipamentos do LAM+

O LAM+ combina imageamento multiespectral, análise geoquímica, microscopia e inteligência artificial para investigar materiais geológicos e sedimentos em alta resolução. A infraestrutura tem apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

Na visita foram apresentados três equipamentos de interesse para pesquisas futuras com solos antárticos: o scanner de fluorescência de raios X (XRF), o sistema de imageamento hiperespectral (HSI) e o microscópio eletrônico de varredura (MEV).

O técnico Leandro Candeia, o pós-doutorando Jônatas Pedro da Silva e o pesquisador visitante Libério Silva no LAM+. Scanner de fluorescência de raios X (XRF) do LAM+. Sistema de imageamento hiperespectral (HSI) do LAM+. Imagens de microscopia eletrônica de varredura (MEV) exibidas em tela, com o doutorando Mateus Andrade Rodrigues.
À esquerda, Leandro Candeia, Jônatas Pedro da Silva e Libério Silva. Nas demais, os equipamentos XRF e HSI e imagens de MEV, com o doutorando Mateus Andrade Rodrigues.

Fluorescência de raios X

O XRF identifica elementos químicos e estima sua abundância pela resposta à incidência de raios X. Em solos antárticos, pode ajudar a caracterizar a composição elementar, comparar horizontes e investigar intemperismo e alteração mineral.

Imageamento hiperespectral

O HSI registra imagens em muitas bandas espectrais e gera uma assinatura espectral para cada pixel. Nos solos antárticos, tem potencial para mapear a distribuição de componentes minerais e padrões ligados à matéria orgânica e aos materiais de origem, desde que as interpretações sejam validadas por análises complementares.

Microscopia eletrônica de varredura

O MEV produz imagens de alta resolução da morfologia das partículas minerais, das superfícies de alteração e das relações entre os constituintes do solo. Associado à espectroscopia por dispersão de energia (EDS), também informa a composição elementar de regiões específicas. Para os solos antárticos, complementa os resultados de XRF e HSI.

Perspectivas para os solos antárticos

Nas frações minerais, as ferramentas ajudam a caracterizar fases minerais e padrões de alteração dos materiais de origem; na matéria orgânica, a explorar sua distribuição e sua relação com a matriz mineral, desde que os sinais sejam validados por métodos específicos.

Isso interessa aos ambientes antárticos, onde as baixas temperaturas, a pouca água líquida e os ciclos de congelamento e descongelamento condicionam a dinâmica dos solos. No futuro, dados espectrais calibrados com análises de referência poderão alimentar modelos computacionais e ferramentas de inteligência artificial para estimar propriedades dos materiais.

Cooperação entre as equipes

A visita abriu um diálogo sobre o uso dessas tecnologias nas pesquisas do Terrantar e sobre colaborações entre os grupos.

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